Ai!
Hoje escrevo com pressa
usando um computador que não é meu
em um quarto não é meu
em uma casa que também não é
Hoje tive um sonho que pareceu real
Uma amiga que morreu
estava, na verdade, viva
Era catatônica
Acreditei porque faz mais sentido
Acordei confusa
agora esse sublinhado
não comi tanto
hoje faço dieta e
sinto calor
tenho que ir.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fiquei fora do ar,por dois dias não consegui escrever esse diário.
Estou tentando digitar, mas está me dando uma tristeza estranha, como a que sinto quando estou saindo do mar.Sensação de tristeza mesmo, de desistência, abatimento.não consigo lembrar da primeira vez em que senti isso , mas lembro de que desde criança tenho essa sensação.
Fui à praia ontem e hoje e entrei no mar, a água estava ótima e parece que me renovo um pouco quando mergulho; mas quando vou voltando pra a areia- quando estou somente com as pernas dentro d'água começo a sentir...não sei explicar por que isso acontece, parece que me lembro de coisas de que não me lembro conscientemente.Penso que com o passar do tempo esse sentimento foi ficando bem mais leve, acho até que alguma vez eu nem tenha notado.Mas hoje ele aconteceu e persiste,mais suave; como se tivesse se transformado de baleia em mosquito.Ficou menor, mas incomoda zunindo em meu ouvido.
Além do mar, eu vi gente, parentes, ouvi gritos, piadas chulas;.machistas, sem graça. Ouvi minha tia rindo e minha irmã também. Tive fome, muita fome,e comi. tentei não comer, tentei saborear pedacinhos pequenos;nem tão pequenos; das coisas, mas não pude. Desisti e me entreguei à fome ou à gula. Estive ansiosa, estive impaciente, tive medo, Andei em uma rua escura, contei histórias, brinquei de médico, falei sobre crianças com duas cabeças, tive horror quando percebi no que estão se tornando alguns parentes: exatamente como os outros... Vesti um biquíne bonito, notei muito mais minhas celulites, escutei Bethânia cantando Roberto Carlos, voltei pra casa, tomei sorvete, peqguei carona, me senti mal, minha garganta doeu.Fui tomar banho, liguei o som, ouvi músicas que não queria, pensei... Senti a solidão, o desprezo e sofri com meu medo terrível-medo que não tem pra quê. Chorei, pensei em desistir,não pensei mais nada.
Chorei. Amanhã continuo. Começarei outra vez, é segunda-feira.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Hoje talvez uma poesia
Hoje quase nada
Eu quis comer muito
e não comi tanto
Pintei as unhas de vermelho-quinta avenida
pensei em fazer luzes no cabelo
Vi um rato andando na sala
e matei uma barata no quarto
Vesti um espartilho, apertei tanto que quase não pude respirar
Hoje quase nada, acho que quase nada de mim
Espera
Gostaria muito de comer um pedaço de bolo ou doce de goiaba com leite
Mas não posso engordar, não que exatamente não queira
Não quero, mas não quero só por medo
Adoro meus seios e meus quadris quando estou gorda
Amanhã viajo
Viagem...
vou somente à praia
assim espero
Ouvi uma coisa interessante e dita por um político:
"Não morremos em um único dia, morremos aos poucos;à medida em que nosso mundo começa a desaparecer"
Ele falava sobre a morte de um outro político
Eu ouvi, mas não sei
Também não entristeço
Estou pensando agora no pedaço de bolo
Hoje quase nada
Eu quis comer muito
e não comi tanto
Pintei as unhas de vermelho-quinta avenida
pensei em fazer luzes no cabelo
Vi um rato andando na sala
e matei uma barata no quarto
Vesti um espartilho, apertei tanto que quase não pude respirar
Hoje quase nada, acho que quase nada de mim
Espera
Gostaria muito de comer um pedaço de bolo ou doce de goiaba com leite
Mas não posso engordar, não que exatamente não queira
Não quero, mas não quero só por medo
Adoro meus seios e meus quadris quando estou gorda
Amanhã viajo
Viagem...
vou somente à praia
assim espero
Ouvi uma coisa interessante e dita por um político:
"Não morremos em um único dia, morremos aos poucos;à medida em que nosso mundo começa a desaparecer"
Ele falava sobre a morte de um outro político
Eu ouvi, mas não sei
Também não entristeço
Estou pensando agora no pedaço de bolo
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Começar a contar este dia...impaciência, calor, pressão externa, confusão mental e uma surpresa: encontrei dois seguidores nesse blog!Essa quarta-feira de cinzas é mesmo digna de estar aqui, no diário de uma suicida;realmente pensei em me suicidar.
Acordo, como, ouço reclamações sobre o calor, sobre o trabalho, sobre a comida, sobre a tv... Mas até então estava tudo bem, tudo até muito bem. Eu:tranquila. Posso dizer que estava até satisfeita por não estar mais com a prótese de amor encostada, papenta e sem utilidade perto de mim.Uma amiga ligou pra mim, depois que finalmente a operadora dos telefones celulares-OI-permitiu que ela visse minnhas mensagens e ligações. Eu contei exatamente como eu disse e ouvi claramente que não teria mais essa prótese, disse do ridículo de ter uma prótese e ressaltei os defeitos específicos da peça em questão. A prótese, é claro, não me amava nem simulava bem qualquer sentimento.Eu disse também que tinha medo era de ficar sozinha e de parecer sozinha.Acho que pelo fato de que esse o outros homens que não me quiseram,pelo menos não como eu preciso, e pelo medo que eles sentem do mundo que existe dentro de mim. Todos tem TOC e eu uma confusão muito exata.
Acho que foi aí que eu comecei a pensar em muitas coisas que me apavoram de verdade: o medo de meu mundo ser uma mentira, ou de ser verdade só pra mim e pra ninguém mais- se meu mundo não existe eu quero mesmo morrer e pior será se eu resolver viver sem ele, os olhares das outras pessoas; principalmente de alguns homens que andaram ao meu lado e que fingiram estar comigo...Penso que se souberem que mais um não me quis,;que mais um não me ama, que eu ainda não encontrei aquilo pelo qual eu quero viver; eles vão acreditar que estavam certos quando disseram que eu sou irreal, utópica ou qualquer outra coisa... E que eles não,principalmente se estiveram acompanhados, eles são dignos dessa coisa pouca que eles devem chamar de um relacionamento saudável.Merda! Eles são umas grandes bostas!Mas pior ainda seria se eles não fossem esse lixo, se eles amassem, sentissem, fossem fundos e tivessem coragem de estar fundo em outra pessoa; aí eu me sentiria mais humilhada. Felizmente, por enquanto eu não creio que consigam.
Falo tudo isso,orgulho abalado ;talvez ;e muita insegurança. Eu não deveria me importar,acredito que só existe uma pessoa que eu amo e que me ama, então realamente os outros não tinham como. O problema é que fico chateada porque essa pessoa eu ainda não vi nem toquei . Os homens-merda eu detesto porque tenho ódio de tanta mentira;algumas que eu mesma contei.
Desculpem pela grande divagação, acho que estou escrevendo textos longos demais;mas preciso dizer tudo isso pra continuar a contar meu dia, o dia da mulher suicida.
Parte da minha família está numa casa de praia, foram passar alguns dias, eu não queria ir. Quis ficar para o carnaval, quis estar com a prótese. Tive nojo do carnaval e desisti de usar a prótese. Hoje decidi ir para lá, no meio da tarde. No meio da tarde, também, me senti irritada, irritadíssima: TPM, calor, esses pensamentos que já contei...
Comecei a separar algumas coisas pra levar e lembrei que não tenho uma mochila e que não tenho dinheiro pra comprar uma; mochilas são caras e eu gastei mais do que podia;não tenho dinheiro pra nada.Vale lembrar que também não tenho trabalho. Tentei colocar as coisas todas em uma bolsa normal, não cabia tudo. Mais irritação.Lembrei que também não tinha dinheiro pra fazer qualquer coisa por lá e também lembrei que já peguei dinheiro "emprestado"-não vai ser cobrado-esse mês. Não quis mais ir, fiquei nervosa, lembrei do dia em que um parente, que está lá, falou coisas sobre dinheiro e a falta dele. falou pra mim e me magoou. Não quis mais ir e chorei, mas estavam esperando por mim e eu fui.Queimei a boca tomando sopa, esqueci uma coisa em casa, perdi o ônibus, os sinos da igreja quase explodiram meus tímpanos, idéias quase explodiram minha cabeça, andei e chorei até a casa onde moro, pensei tudo junto, senti tudo junto; Um abadono sem tamanho, inclusive por parte do ônibus.Sentei no terraço de casa e chorei muito, espremendo tudo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Acabei de perceber que estava um dia atrasada. Hoje é terça-feira,16 de fevereiro.Acho que ninguém até agora teve interesse em acompanhar o diário de uma suicida, deve ser muito macabro.Espero que algum dia esse blog tenha público;gosto de atenção.
Bem, vou então ao que o blog se propõe: ser o diário de uma suicida. Hoje não pensei em me suicidar...será que esse não é hoje o diário de uma suicida?
hoje não sou suicida, tenho medo de muitas coisas...Mas não penso em não existir.
Não sei por que, tem dias em que as coisas não são tão ruins;o tolrest 100mg ajuda bastante;é verdade.
Meu dia foi simples. Acordei com sono, uma criança chata apitando algum brinquedo de carnaval, comi um pedaço de bolo estranho, deitei no sofá onde de vez em quando passa um rato e assisti ao resumo dos desfiles das escolas de samba. Não entendo as pessoas andando e andando naquela avenida enorme, acho que é como futebol e eu também não entendo por que as pessoas se sentem atraídas pelos jogos; eu nunca me senti. Talvez me falte essa sensibilidade. De qualquer forma, não estou interessada em ver peitos de silicone saltando diretamente da tela para a minha cara. Não sei o que as outras mulheres acham, mas me sinto ofendida com essas fêmeas terrivelmente agitadas invadindo a minha casa, entrando no meu território;onde eu devo ser a fêmea dominante e onde devem ser exaladas apenas minhas energias sexuais.
Mas estranhamente não fiquei irritada, só o barulho da tv me chateou um pouco, ouço muitos barulhos;meus tímpanos devem ser muito sensíveis;ou então é o cérebro. O ar condicionado do meu quarto fazia com que um pingo caísse no chão;do lado de fora da minha janela. Fui torturada pelo pingo e nesse exato momento estou sendo torturada pelo som do big brother; que estão assistindo no quarto ao lado. Acho que me livrar desse som vai ser quase impossível. O big brother é um programa completamente miserável, se alimenta das misérias das pessoas e justamente por causa disso deve ser um experimento científico e antropológico interessante.Usamos cobais e as cobaias gostam.Podemos reclamar?
Eu mesma me inscrevi no big brother,degradante;eusei.Faço coisas degradantes,dentro de certo limite, por dinheiro ou por outro motivo. Hoje mesmo mandei uma foto minha de roupa de banho para um homem que não cohneço;ele diz que precisa da foto pra saber se eu sirvo pra dizer boa noite e boa tarde pra algumas pessoas meio bêbadas em uma festa qualquer.Felizmente, meu limite é esse;o limita da minha necessidade é esse.Muita gente não tem esse privilégio e vai ladeira a baixo com a própria dignidade. Não é que eu não goste de ser admirada, de que olhem meu corpo;o que não gosto é de ser a provada ou reprovada por alguém.
O bizarro é que mesmo achando todo esse mundo plástico,frígido e imbecil me vejo impelida a participar dele. Parece que essa engrenagem nunca para. Como é que a gente se livra? Não quero deixar por dinheiro minha dignidade;mas sem dinheiro não posso ser tratada de forma digna.
Agora não sei bem como mudar de assunto sem ficar esquisito, mas como esse blog não tem público...Hoje vi o céu lilás, estava debaixo dele há algum tempo, com os pés, as mãos e o corpo dentro d'água.Olhei pra ele, estava lilás... e hoje choveu.A chuva é uma coisa bonita, jorrando água. Até o barulho da chuva é bonito. Eu também quero chover.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
14 de fevereiro
Em pleno carnaval. Hoje acordei cedo, dor e maus pensamentos; também um gosto esquisito que fica na boca quando dormimos depois de beber muito.Eu tenho medo, medo de nunca ter a coisa que mais me importa:amor, chamo assim porque ainda não pensei em outro nome pra esse gigante.Mais uma vez em minha vida dei adeus a uma pessoa; uma pessoa que eu chamei de carinhosamente de amor; mentindo. Eu não o amo, nem ele a mim.Tenho um pouco de vergonha dessa mentira;mas sei lá... Eu tava tão fraca, me escondi atrás dela. Acho que por isso eu me perdôo. Não sei, não é bom não ser honesta consigo mesma. É que dói muito em mim, dói ser tão sozinha;apesar de haver pessoas de quem eu gosto e que gostam também de mim; mas eu sou só, só porque dentro de mim existe um vazio;mais um buraco negro, sugando massa, sempre me lembrando de que ele está ali. E mais uma vez eu dei de cara com o buraco! ele olhou bem no centro dos meus olhos e se reconheceu.
Colei esse texto que tá aí em cima, perdi o restante, não sei por que não consigo postar o que quero;esse computador não deixa. Era tanta coisa... Eu tinha falado tanto sobre mim e sobre buracos negros, sobre como eu usei uma ridícula prótese de amor. Sobre como o amor é pra mim, como a esperança dele me deixa viva, como o homem que me dava a mão e a quem eu mentirosamente chamei de amor me dava orgasmos rasos. Foi tanta coisa que eu tinha dito e disse do jeito certo, do jeito mesmo que é. me expliquei;mas agora até isso se foi.
Merda! falei da gente nojenta, b~ebada e urinada, subindo ladeiras no carnaval. Dos beijos que me pediram, do embrulho no estômago que me deu. da dúvida que tive por não saber se aquilo era mesmo gente, por não saber o que é ser gente e por não saber se eu mesma sou isso aí que acabei de dizer:gente. Tinha dito da mulher múmia, assustadora e doente dançando no meio de uma praça e também tinha dito da tristeza que move o carnaval, da necessidade que todos tem de se esconder, de não estar ali, de não ver a mulher múmia. E eu disse que entendo, entendo a tristeza da gente toda .Mas agora estou irritada, está apagado tudo que eu disse e eu disse tão certo. Agora quem ler esse texto não me conhece, me conhecerá talvez outro dia. outro dia... eu também tinha dito que depois que saí desse pequeno chiqueiro humano não pensei mais em me matar. acho que fiquei um poco satisfeita em ver que não me sentir parte do mundo pode não ser tão ruim;já que ele mais parece um esgoto.
O texto de antes estava mais ameno, até esperançoso;mas agora não posso. Se resolvo gritar, gritar, gritar e alguém não deixa;me refiro ao computado.Estou mesmo irritada, quem sabe eu quisesse, não me matar, mas matar alguém ou alguma coisa. Matar o buraco seria glória!
Colei esse texto que tá aí em cima, perdi o restante, não sei por que não consigo postar o que quero;esse computador não deixa. Era tanta coisa... Eu tinha falado tanto sobre mim e sobre buracos negros, sobre como eu usei uma ridícula prótese de amor. Sobre como o amor é pra mim, como a esperança dele me deixa viva, como o homem que me dava a mão e a quem eu mentirosamente chamei de amor me dava orgasmos rasos. Foi tanta coisa que eu tinha dito e disse do jeito certo, do jeito mesmo que é. me expliquei;mas agora até isso se foi.
Merda! falei da gente nojenta, b~ebada e urinada, subindo ladeiras no carnaval. Dos beijos que me pediram, do embrulho no estômago que me deu. da dúvida que tive por não saber se aquilo era mesmo gente, por não saber o que é ser gente e por não saber se eu mesma sou isso aí que acabei de dizer:gente. Tinha dito da mulher múmia, assustadora e doente dançando no meio de uma praça e também tinha dito da tristeza que move o carnaval, da necessidade que todos tem de se esconder, de não estar ali, de não ver a mulher múmia. E eu disse que entendo, entendo a tristeza da gente toda .Mas agora estou irritada, está apagado tudo que eu disse e eu disse tão certo. Agora quem ler esse texto não me conhece, me conhecerá talvez outro dia. outro dia... eu também tinha dito que depois que saí desse pequeno chiqueiro humano não pensei mais em me matar. acho que fiquei um poco satisfeita em ver que não me sentir parte do mundo pode não ser tão ruim;já que ele mais parece um esgoto.
O texto de antes estava mais ameno, até esperançoso;mas agora não posso. Se resolvo gritar, gritar, gritar e alguém não deixa;me refiro ao computado.Estou mesmo irritada, quem sabe eu quisesse, não me matar, mas matar alguém ou alguma coisa. Matar o buraco seria glória!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
13 de fevereiro, primeiro dia em que escrevo meu diário virtual. Tinha escrito um texto enorme e bastante explicativo,mas apaguei sem querer;mexendo na merda desse computador. Agora vou resumir: mais uma vez eu pensei em morrer. Estou estraçalhada, mas explicarei o por que amanhã.;assim espero. A bateria do computador vai acabar.
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