segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

14 de fevereiro

Em pleno carnaval. Hoje acordei cedo, dor e maus pensamentos; também um gosto esquisito que fica na boca quando dormimos depois de beber muito.Eu tenho medo, medo de nunca ter a coisa que mais me importa:amor, chamo assim porque ainda não pensei em outro nome pra esse gigante.Mais uma vez em minha vida dei adeus a uma pessoa; uma pessoa que eu chamei de carinhosamente de amor; mentindo. Eu não o amo, nem ele a mim.Tenho um pouco de vergonha dessa mentira;mas sei lá... Eu tava tão fraca, me escondi atrás dela. Acho que por isso eu me perdôo. Não sei, não é bom não ser honesta consigo mesma. É que dói muito em mim, dói ser tão sozinha;apesar de haver pessoas de quem eu gosto e que gostam também de mim; mas eu sou só, só porque dentro de mim existe um vazio;mais um buraco negro, sugando massa, sempre me lembrando de que ele está ali. E mais uma vez eu dei de cara com o buraco! ele olhou bem no centro dos meus olhos e se reconheceu.
Colei esse texto que tá aí em cima, perdi o restante, não sei por que não consigo postar o que quero;esse computador não deixa. Era tanta coisa... Eu tinha falado tanto sobre mim e sobre buracos negros, sobre como eu usei uma ridícula prótese de amor. Sobre como o amor é pra mim, como a esperança dele me deixa viva, como o homem que me dava a mão e a quem eu mentirosamente chamei de amor me dava orgasmos rasos. Foi tanta coisa que eu tinha dito e disse do jeito certo, do jeito mesmo que é. me expliquei;mas agora até isso se foi.
Merda! falei da gente nojenta, b~ebada e urinada, subindo ladeiras no carnaval. Dos beijos que me pediram, do embrulho no estômago que me deu. da dúvida que tive por não saber se aquilo era mesmo gente, por não saber o que é ser gente e por não saber se eu mesma sou isso aí que acabei de dizer:gente. Tinha dito da mulher múmia, assustadora e doente dançando no meio de uma praça e também tinha dito da tristeza que move o carnaval, da necessidade que todos tem de se esconder, de não estar ali, de não ver a mulher múmia. E eu disse que entendo, entendo a tristeza da gente toda .Mas agora estou irritada, está apagado tudo que eu disse e eu disse tão certo. Agora quem ler esse texto não me conhece, me conhecerá talvez outro dia. outro dia... eu também tinha dito que depois que saí desse pequeno chiqueiro humano não pensei mais em me matar. acho que fiquei um poco satisfeita em ver que não me sentir parte do mundo pode não ser tão ruim;já que ele mais parece um esgoto.
O texto de antes estava mais ameno, até esperançoso;mas agora não posso. Se resolvo gritar, gritar, gritar e alguém não deixa;me refiro ao computado.Estou mesmo irritada, quem sabe eu quisesse, não me matar, mas matar alguém ou alguma coisa. Matar o buraco seria glória!

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