quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Hoje talvez uma poesia
Hoje quase nada
Eu quis comer muito
e não comi tanto
Pintei as unhas de vermelho-quinta avenida
pensei em fazer luzes no cabelo
Vi um rato andando na sala
e matei uma barata no quarto
Vesti um espartilho, apertei tanto que quase não pude respirar
Hoje quase nada, acho que quase nada de mim
Espera
Gostaria muito de comer um pedaço de bolo ou doce de goiaba com leite
Mas não posso engordar, não que exatamente não queira
Não quero, mas não quero só por medo
Adoro meus seios e meus quadris quando estou gorda
Amanhã viajo
Viagem...
vou somente à praia
assim espero
Ouvi uma coisa interessante e dita por um político:
"Não morremos em um único dia, morremos aos poucos;à medida em que nosso mundo começa a desaparecer"
Ele falava sobre a morte de um outro político
Eu ouvi, mas não sei
Também não entristeço
Estou pensando agora no pedaço de bolo

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